segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

ANOS 60 JANIS JOPLIN OS REVOLUCIONARIOS DO ROCK

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Janis Joplin
Janis Lyn Joplin (Port Arthur, 19 de Janeiro de 1943Los Angeles, 4 de Outubro de 1970) foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a "Rainha do Rock and Roll" , "a maior cantora de rock dos anos 60" e "a maior cantora de blues e soul da sua geração" , ela alcançou proeminência no fim dos anos 60 como vocalista da Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, como artista solo, acompanhada de suas bandas de suporte, a Kozmic Blues e a Full Tilt Boogie.
 
Influenciada por grandes nomes do jazz e do blues como Aretha Franklin, Billie Holiday, Etta James, Tina Turner, Big Mama Thornton, Odetta, Leadbelly e Bessie Smith , Janis fez de sua voz a sua característica mais marcante , tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970 devido à uma overdose de heroína , Janis lançou apenas quatro álbuns: Big Brother and the Holding Company (1967), Cheap Thrills (1968), I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969) e o póstumo Pearl (1971), o último com participação direta da cantora.
 

Biografia

Cquote1.svg Posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã.


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Janis Joplin
Janis nasceu na cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos. Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith, Leadbelly e Big Mama Thornton e cantando no coro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas,
 
na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.
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Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk. Nessa época Janis intensificou o uso de drogas e passou a usar heroína. Janis sempre bebeu muito em toda a sua carreira, sua bebida preferida era Southern Comfort. O uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e chegou a arruinar sua saúde.
Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde suas influências do blues a aproximaram do grupo Big Brother & The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior.


O destaque da banda foi no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música "Ball Chaiand n" e os marcantes vocais de Janis. Cheap Thrills de 1968 fez o nome de Janis, foi seu álbum de maior sucesso, continha a música Piece of my heart que atingiu o 1º lugar nas paradas da Billboard e se manteve na posição durante oito semanas não consecutivas.


 Ball Chaiand n


                                                                    Cheap Thrilss


                                                                 Piece of my heart

 
Ao sair da banda Big Brother (final de 1968), Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou no festival de Woodstock e gravou o álbum I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969), premiado como disco de ouro mas sem o mesmo sucesso de Cheap Thrills. O grupo se separou, e Joplin formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve como destaque as músicas "Me and Bobby McGee" (de Kris Kristofferson), e "Mercedes-Benz", escrita pelo poeta beatnik Michael McClure.
As últimas gravações que Janis fez foram Mercedes Benz e Happy Trails, sendo a última feita como um presente de aniversário para John Lennon que faria aniversário em 9 de outubro, em entrevista, Lennon contou que a fita chegou em sua casa após a morte de Janis.



Janis Joplin no Brasil

 

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Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa, pelas suas atitudes na praia, consideradas 
 "fora do normal"
 
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 Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, porém teve acesso 
 
negado por um segurança que desconfiou de sua vestimenta hippie. Janis teve ainda um breve encontro com o rockeiro brasileiro Serguei.
 


Uma das maiores cantoras da histrória do rock, a americana Janis Joplin esteve na Bahia, no verão de 1970, seis meses antes de sua morte por overdose de heroina. Ela curtiu com amigos em Salvador e na então aldeia de pescadores de Arembepe, que se transformaria no paraiso dos hippies de todo o Brasil.(fonte:Claudio Alberto Lauper Schlemper in Lages)




Morte

 

No dia 3 de outubro de 1970, Janis visitou o estúdio Sunset Sound Recorders em Los Angeles, Califórnia, para ouvir o instrumental da música de Nick Gravenite, Buried Alive in the Blues, a gravação dos vocais estava agendada para o dia seguinte, pela noite ela foi para o hotel, no dia das gravações (4 de outubro) não apareceu no estúdio, então John Cooke (empresário da banda) foi até o hotel, onde a encontrou morta, vítima de overdose de heroína possívelmente combinada com efeitos do alcool. Sua morte ocorreu quando tinha apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia. Durante a cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler, baseou-se em sua vida. Foi homenageada atráves do musical Love, Janis, originado de um livro de mesmo nome, escrito por sua irmã, Laura.
 
Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.

 

Na mesma edição d’O Pasquim, Flávio Rangel aconselhava:

Manera, pessoal, manera. Olhaí agora foi a Janis Joplin. Como diz o filósofo Ivan Lessa: “Lembrai-vos: uma de menos nunca é de mais”.

O toque havia sido dado quando da morte de Jimi Hendrix, poucos dias antes. Duas edições depois, Ivan Lessa rápido e rasteiro:

Mais uma musa que se vai porque foi demais. Se arrancou na picada, de carona numa mula negra que levava o nome de sua ambição, de sua derrota: heroína. Penso num epitáfio adequado: “Aqui Jaz Janis Joplin que Queria Ser Negra. Quase conseguiu”.

O “quase” deve ter ficado para trás, deve ter sido atropelado. Ela estava além de qualquer rótulo, principalmente o de cor. “Vocês sabem o que fabricou o mito de que só os negros têm soul? Foi porque as pessoas brancas não se permitem sentir as coisas”, dizia Janis. E ela sentia. Sentia inclusive que não devia pisar no freio. Aceitava seu destino. “Prefiro ter dez anos de ultra-super-máximo do que viver até os setenta sentada numa cadeira de balanço, vendo televisão”. Mestre Maciel:

A de certas pessoas é nenhuma. A de Janis Joplin era todas. Ela precisava consumir-se rapidamente no fogo da mudança, como se ela soubesse que vivia uma realidade transição e fosse, ela próprio, um ser de transição, uma chama destinada a brilhar fortemente durante três ou quatro anos e extinguir-se.

Janis jamais poderia chegar aos trinta. Ou não seria mais Janis.



 Morre Janis Joplin. Jornal do Brasil: terça-feira, 6 de outubro de 1970



 






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Discografia

 http://4.bp.blogspot.com/-Yz3XEcj85x8/TzKcYpeXxnI/AAAAAAAAE8I/JM9Ph6wZVGg/s1600/Janis.jpg


Com o Big Brother and the Holding Company
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 


Full Tilt Boogie Band
 


Big Brother and the Holding Company / Full Tilt Boogie Band
 


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