História
O grupo foi formado em 1967 na cidade homônima. A formação inicial do
grupo, inicialmente chamado de The Big Thing, incluía Walter Paraider
no saxofone, Lee Loughnane no trompete, Terry Kath na guitarra e voz,
Danny Seraphine na bateria, James Pankow no trombone e Robert Lamm no
órgão e voz. No começo, a banda não tinha baixista, mas, em Dezembro de
1967, o baixista e vocalista Peter Cetera juntou-se a eles, vindo da banda rival The Exceptions.
Sob a orientação do empresário e produtor James William Guercio,
que, inicialmente, tinha dado à banda o nome de Chicago Transit
Authority (nome que teve depois de ser reduzido porque o Departamento de
Trânsito de Chicago não autorizou o uso do nome), a banda mudou-se para
Los Angeles e assinou com a gravadora Columbia Records. Em 1969, foi
editado o seu álbum de estréia, "Chicago Transit Authority", que vendeu
mais de 2 000 000 de cópias e colocou quatro singles nas paradas
musicais, fato que se repetiria ao longo da sua carreira e nos álbuns
seguintes, cada um deles com uma ligeira variação na capa, na qual, ao
lado do logotipo da banda, era acrescentada a numeração do respectivo
disco.
A música do Chicago era uma mistura de estilos, desde o rock até a música pop,
incorporando elementos do jazz e da música clássica. Mas, depois do
tema de Cetera "If You Leave Me Now" se tornar disco de ouro e chegar ao
primeiro lugar das paradas em 1976, o grupo começou a compor mais
baladas românticas.
Após a morte de Terry Kath em 23 de Janeiro de 1978, ocorrido por um
acidente com arma de fogo, o Chicago entrou em declínio, com fatos como o
aumento do consumo de drogas entre seus integrantes e a crise gerada
pela descoberta de graves informações sobre James William Guercio, seu
empresário - entre elas, a de que ele estaria roubando a banda,
terminando em sua demissão. A banda, então, decidiu acabar com os
numerais romanos nos nomes dos álbuns, partindo para o diferente e
ousado Hot Streets, já com o substituto de Kath, o guitarrista e
vocalista Donnie Dacus, que, anos antes, havia atuado no filme Hair
(baseado no musical homônimo). Ele permaneceu por dois álbuns: Hot
Streets (1978) e Chicago 13 (1979), mas não se ajustou ao ritmo da banda
e foi demitido em seguida. A banda tentou entrar na era da Disco Music lançando o single Street Player, composição de Danny Seraphine e David Hawk Wolinsky, produção de Phil Ramone
e participação do trumpetista canadense Maynad Ferguson e de Ayrto
Moreira. Mas o álbum não vendeu muito bem e eles receberam um ultimato
da gravadora CBS: se não conseguissem atingir o número de vendas
desejado no álbum seguinte, seriam demitidos. Então, mudaram seu estilo
radicalmente para um rock mais pesado no álbum Chicago 14 (1980),
convidando o guitarrista Chris Pinnick - que soava assustadoramente
como Terry Kath, segundo James Pankow -, mas os esfroços de nada
adiantaram. O álbum foi fracasso de vendas e o Chicago foi demitido,
assinando em seguida com a gravadora Warner Brothers.
Danny Seraphine, um dos únicos músicos sóbrios na banda, resolveu
tomar a frente do trabalho e procurou por um novo substituto para Terry.
Contactou Bill Champlin, cantor e multiinstrumentista, famoso por seu
trabalho anterior com a banda californiana The Sons Of Champlin. Este,
por sua vez, chamou seu amigo de longa data e ex-companheiro de banda
(os dois trabalharam juntos na banda Airplay), o produtor canadense
David Foster. David aceitou o desafio de produzir o próximo álbum da
banda, mas contando que eles aceitassem as mudanças que ele propunha,
com uma nova proposta quanto a seu estilo. Nasce então a fase de baladas
do Chicago, com o álbum Chicago 16, de 1982, e sua faixa mais famosa, Hard to Say I'm Sorry, composição da dupla Peter Cetera
/ David Foster, que renderia outras várias composições de sucesso tanto
para o Chicago quanto para a carreira solo de Peter Cetera, anos mais
tarde. O álbum vendeu um milhão de cópias e colocou a banda de volta às
paradas de sucesso.
Peter se desligou da banda em 1985, após um ultimato dado pelos
colegas. Alguns afirmam que Cetera estava com excesso de vaidade,
querendo que seu nome aparecesse em destaque, mas os outros não
concordaram; ele não queria sair mais em turnê pois, além de estar
exausto de passar meses na estrada fazendo shows, estava com uma filha
pequena e queria acompanhar seu crescimento. A banda queria
desesperadamente sair em turnê, para aproveitar seu ressurgimento no
cenário musical e o grande sucesso dos álbuns Chicago 16 e Chicago 17.
Peter, então, decidiu realizar o sonho que vinha acalentando há muitos
anos: seguir carreira solo. Peter já tinha lançado um álbum solo em
1980, já na nova gravadora, Warner. Mas ele suspeita que a gravadora
boicotou o álbum para não prejudicar e ofuscar a banda.
A banda seguiu e audicionou algumas pessoas para ocupar a vaga de
substituto de Peter Cetera, alguém que preenchesse os requisitos
básicos: ter voz aguda (tenor) e ser baixista. Acharam o substituto
perfeito, Jason Scheff, filho do baixista da banda de Elvis Presley,
Jerry Scheff. Ironicamente, ele foi descoberto quando mandou uma canção
demo para o repertório do segundo álbum solo de Peter Cetera,
Solitude/Solitaire (1986).
Em 1990, no meio de uma turnê, o baterista da formação original,
Danny Seraphine, foi demitido, e a alegação seria de que ele não estava
mais tocando como antes, e não se dedicava mais nem se aperfeiçoava. Até
hoje paira no ar uma mágoa de Danny, ele não toca muito no assunto mas
já deixou claro que considera injusta sua demissão, até porque seu papel
foi fundamental no ressurgimento da banda. Entra em seu lugar o
baterista Tris Imboden, que também tocou com Chaka Khan, Earth, Wind & Fire, Doobie Brothers, Al Jarreau, Anita Baker,
David Foster, entre outros, e gravou com Peter Cetera(no álbum One More
Story - 1988), Bill Champlin (no álbum solo Burn Down the Night-1994),
David Foster, Kenny Loggins, o guitarrista brasileiro Ricardo Silveira,
entre outros.
Em seguida, entrou para a formação o Guitarrista Dawayne Bailey, que
durou pouco e foi substituído por Keith Howland, já para a tour de 1999.
Ele permanece na banda até os dias de hoje, como guitarrista e
vocalista, dividindo as vozes agudas com Jason Scheff.
Da formação original ficaram apenas Robert Lamm, tecladista, e o naipe de metais, formado por Lee Loughnane, trumpetista, James Pankow, trombonista, e Walt Parazaider, saxofonista.
Em 1993
gravaram o álbum Stone of Sisyphus, que a gravadora se recusou a lançar
nos EUA, por não considerar o álbum um 'produto vendável'. O álbum
chegou a ser lançado no Japão, mas não vingou. A banda então resolveu se
desligar da gravadora e lançar seu selo independente, a Chi Records.
Em 1995, lançaram o álbum "Night and Day- Big Band", pela Giant Records, com vários standarts de Jazz com nova roupagem.
Lançaram em 2006 o álbum Chicago XXX, pela Rhino Records, uma
subdivisão da Warner Bros. A Rhino também relançou versões
remasterizadas da maioria de seus álbuns, com acréscimo de faixas
inéditas, que foram gravadas na época dos ábuns mas não entraram na
edição original.
Atualmente estão em turnê com o álbum Chicago XXX e fizeram também
recentemente uma turnê com o grupo Earth, Wind & Fire, que virou
DVD.
A banda passou em setembro de 2010, pela primeira vez, no Brasil, tocando ao lado da banda de folk-rock America.
Integrantes
Formação original
Terry Kath- Guitarra e vocais
Robert Lamm- Teclado e vocais
James Pankow- Trombone, vocais e arranjos de metais
Walt Parazaider- Saxofone e flauta
Lee Loughnane- Trumpete e vocais
Danny Seraphine- Bateria
Peter Cetera- Contrabaixo e vocais
Outros integrantes
Laudir de Oliveira- Percussão, entrou em 1973 e permaneceu até 1981
Donnie Dacus - Guitarrista e vocalista, entrou em 1978, apósa morte de Terry Kath
Bill Champlin- Teclado, guitarra e voz, Entrou em 1982, a convite de Danny Seraphine, já na nova gravadora, Warner
Jason Scheff-Baixista e vocal, entrou no lugar de Peter Cetera, em 1986
Tris Imboden- Baterista, entrou no lugar de Danny Seraphine em 1990
Dawayne Bailey- Guitarrista, entrou em 1990
Keith Howland- Guitarrista e vocal, entrou em 1995 no lugar de Dawayne Bailey
Marty Grebb- Saxofone e guitarra. Ex-integrante do grupo Exceptions, primeira banda de Peter Cetera. Tocou no álbum Chicago 14 (1980)
Chris Pinnick- Guitarra, esteve no Chicago de 1980 até 1984, aproximadamente
Discografia
Chicago Transit Authority - 1969
Chicago II - 1970
Chicago III - 1971
Chicago Live At Carnegie Hall, vol. 1-4 - 1971
Chicago V - 1972
Chicago - Live In Japan - 1972
Chicago VI - 1973
Chicago VI -1974
Chicago VII - 1975
Chicago Greatest Hits - 1975
Chicago X - 1976
Chicago XI - 1977
Chicago - Hot Streets - 1978
Chicago 13 - 1979
Chicago XIV- 1980
Chicago - Greatest Hits, vol. 2 - 1981
Chicago 16 - 1982
Chicago - If You Leave Me Now - 1982
Chicago 17 - 1984
Chicago 18 - 1986
Chicago 19 - 1988
Chicago - The Heart Of Chicago - 1989
Chicago Twenty 1 - 1991
Chicago - Group Portrait - 1991
Chicago - Night & Day, Big Band - 1995
The Heart Of Chicago 1982-1997 Volume I - 1998
The Heart Of Chicago 1967-1998 Volume II - 1998
Chicago XXV (25)- 1999
Chicago 26 - Live In Concert - 1999
Chicago, The Very Best Of Chicago - Only The Beginning - 2002
The Chicago Story - Greatest Hits - 2002
Chicago- What´s It Gonna Be, Santa (álbum de Natal)- 2003 (relançamento do disco de Natal Chicago 25 com nova capa)
Chicago - The Box - 2003 (caixa com 4 CDs e 1 DVD)
Love Songs - 2005
Chicago XXX - 2006
Chicago XXXI - The Best Of Chicago: 40th Anniversary - 2007
Chicago XXXII - Stone Of Sisyphus - 2008 (o chamado "disco perdido" lançado no Japão em 1993)
Curiosidades e datas
Em 1972, alguns dos integrantes da banda atuaram no filme Electra Glide In Blue - dirigido por James William Guercio.
Terry Kath, Peter Cetera, Lee Loughnane e Walt Parazader atuaram em
papéis pequenos. A banda tocou alguns dos temas instrumentais na trilha
sonora. Terry Kath canta o tema final, a canção Tell Me, e toca
contrabaixo. Canção esta que foi usada no final do último episódio da
série Miami Vice.
A canção Jenny, do álbum Chicago VI (1973) foi feita em homenagem à cachorrinha homônima de Terry Kath. A cachorrinha aparece em algumas fotos da banda nos anos 70.
Chicago, certa vez, convidou o guitarrista brasileiro, Robertinho de Recife, para tocar na banda (assim como acontecera com ele por várias outras bandas como Watch Pocket e Quiet Riot).
15 de Fevereiro de 1967
- Os membros originais do Chicago se reúnem na casa de Walt Parazaider
em Chicago e fazem um "acordo de cavalheiros" de devotar suas vidas a
fazer música juntos.
28 de Agosto de 1970 - Chicago toca no bem-sucedido Festival de Música Isle Of Wight.
Fevereiro de 1977 - Chicago & Steve Martin apresentam a categoria de "artista-revelação do ano" no Grammy Awards.
Março de 1978 - Chicago torna-se o primeiro grupo na história a
receber o prêmio 'Gold Ticket'(ingresso de ouro)do Madison Square Garden
em NY. Obs: Gold Ticket é um prêmio dado ao artista por vender mais de
cem mil ingressos.
23 de Janeiro de 1978 - Terry Kath se mata acidentalmente em um trágico infortúnio envolvendo arma de fogo.
28 de Janeiro de 1978
- O enterro de Terry Kath foi realizado em Forest Law, Glendale,
Califórnia; O governador da Califórnia, Jerry Brown, e Doc Severinsen
estão entre os presentes.
21 e 22 de Dezembro de 1979
- Chicago, Linda Ronstadt, The Eagles e JD Souther tocam em dois
concertos beneficentes para o governador da Califórnia, Jerry Brown.
5 de Agosto de 1982
- Chicago toca em dois concertos beneficentes em Park West, em Chicago
para o Fundo de bolsa escolar em memória de Terry Kath na Universidade
DePaul.
5 de Julho de 1985
- Peter Cetera distribui um press release (informação à imprensa)
declarando que está deixando o grupo Chicago para seguir carreira solo e
também carreira de ator.
25 de Março de 1993
- Data original de lançamento do CD 'Stone Of Sisyphus' no Japão. O
número de catálogo era 'WPCP-5810'. Este álbum seria lançado no mercado
americano somente em junho de 2008 pela gravadora Rhino Records com nova
capa.
23 de Maio de 1995 - Night & Day (Big Band), álbum de standarts de jazz com novos arranjos, é lançado pela Giant Records na América do Norte.
Apesar de dirversas vezes gravando no Brasil ou com o brasileiro
Laudir Oliveira, a banda passa pela primeira vez no país com todos os
seus integrantes em Setembro de 2010
Cher, nascida Cherilyn Sarkisian (El Centro, Califórnia, 20 de maio de 1946), é uma cantora e atriz dos Estados Unidos
com uma carreira que já dura cinco décadas. Reconhecida por ter ajudado
a difundir os conceitos de autonomia feminina e auto-reinvenção na
indústria do entretenimento, ela é famosa pela voz grave e por ter
trabalhado em várias áreas da mídia, bem como por reinventar
constantemente sua música e imagem. Tudo isso a rendeu o apelido de Deusa do Pop.
Cher ficou famosa como parte da dupla de folk rockSonny & Cher, formada com o marido em 1965, popularizando uma sonoridade suave e única que competiu com a Invasão Britânica e o Motown Sound. Ao mesmo tempo, ela se estabeleceu como cantora solo com clássicos como "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", "Gypsys, Tramps & Thieves", "Half-Breed" e "Dark Lady", canções que lidam com temas raramente discutidos na música popular americana. Phill Marder, da revista Goldmine,
a descreveu como líder de um movimento iniciado nos anos 60 que visava
"expandir a rebelião feminina no mundo do rock" e como "o protótipo da
rockstar feminina, ditando os padrões de aparência e atitude."
Após ser considerada antiquada por uma nova geração que cultuava as
drogas, Cher ressurgiu como estrela da televisão nos anos 70 com o
estrondoso sucesso dos programas The Sonny & Cher Comedy Hour e Cher.
Ela lançava tendências de moda com seu extravagante senso de estilo.
Após se divorciar de Sonny em 1975, Cher experimentou com vários estilos
musicais, incluindo disco music e New Wave, e quebrou recordes de público com seu espetáculo fixo em Las Vegas.
Cher(AFI: [ˈʃɛər]; ) nasceu com o nome de Cherilyn Sarkisian em El Centro, Califórnia, em 20 de maio de 1946.7 Seu pai, John Paul Sarkisian, era um refugiado armeno-americano
que trabalhava como caminhoneiro, e sua mãe, Jackie Jean Crouch, que
atendia pelo nome artístico de Georgia Holt, era uma aspirante a atriz e
modelo de ascendência irlandesa, inglesa, alemã e cheroqui.
A relação de seus pais era tempestuosa, como ela revelou anos mais
tarde: "Eu [...] tinha dez meses de idade quando ela [sua mãe] se
separou do meu pai pela primeira vez e foi a Reno pedir o divórcio." Depois dessa ocasião, eles se casaram e divorciaram mais duas vezes. O terceiro de oito casamentos de sua mãe foi com o ator John Southall, pai de sua meio-irmã, Georganne.
Apesar da união ter durado apenas cinco anos, ela o considera seu pai
verdadeiro e se lembra dele como "um homem de boa índole que ficava
agressivo quando bebia demais". Eles se divorciaram quando ela tinha
nove anos de idade.
Os vários casamentos e subsequentes divórcios de sua mãe fizeram com
que Cher e sua meio-irmã estivessem constantemente de mudança,
geralmente com pouco dinheiro. Em determinado momento, sua mãe foi
forçada a colocá-la em um orfanato. Embora ela a visitasse todos os
dias, foi uma época dolorosa para mãe e filha, como relembrou Georganne:
"Minha mãe se recorda disso como a experiência mais traumática da vida
dela". Os familiares de Cher tomaram conhecimento de sua criatividade em tenra idade, quando ela "produziu" para sua classe o musical Oklahoma!.
Segundo o biógrafo Connie Berman, "ela reuniu um grupo de garotas e
dirigiu e criou as coreografias. Como não podia contar com garotos, ela
atuou nos papéis masculinos e cantou suas músicas. Mesmo nessa idade,
ela já tinha uma voz grave."
Apesar dos tempos difíceis e da vida instável, ela tinha um sonho de
infância: ser famosa, como ela comentaria anos mais tarde: "Eu não
conseguia pensar em qualquer coisa que eu pudesse fazer... Eu não achava
que seria uma cantora ou uma dançarina. Eu apenas achava que, bem, eu
seria famosa. Esse era o meu objetivo."
Cher durante os anos de colegial
Em 1961, sua mãe se casou com o banqueiro Gilbert LaPiere, que a
adotou e a matriculou na escola privada de Montclair Prep, na próspera
comunidade de Encino,
em Los Angeles. Assim como ele, os pais da Montclair Prep tinham
trabalhos muito bem remunerados e eram bem-sucedidos financeiramente. Um
ambiente social tão diferente representou um desafio para Cher, e ela
se destacou dos outros tanto por sua aparência exótica quanto por sua
personalidade extrovertida, como relembrou uma ex-colega de classe: "Eu
nunca vou me esquecer de quando a vi pela primeira vez. Ela era muito
especial. [...] Ela nos disse que seria uma estrela de cinema e nós
sabíamos que ela seria."
Ela costumava entreter os estudantes na hora do lanche apresentando
canções e chocou alguns deles ao vestir roupas que mostravam seu umbigo.
Apesar de não ter sido considerada uma aluna exemplar, ela chamava
atenção por sua inteligência e criatividade, obtendo boas notas em francês e inglês. Mais tarde, em idade adulta, ela descobriria que é portadora de dislexia, uma condição que limita a habilidade de leitura e escrita. Durante a adolescência, ela teve um breve relacionamento com o ator Warren Beatty.
Vida pública e carreira
Década de 1960: Ascensão e queda
A Sunset Strip, em Los Angeles, foi palco das primeiras tentativas de Cher de entrar no show business. Depois de sair de casa aos 16 anos, ela começou sua carreira dançando nos clubes da região
Cher deixou a escola e a casa da mãe aos 16 anos para morar em Los
Angeles com uma amiga. Lá, ela teve aulas de atuação e passou por vários
empregos para se sustentar. Ela chegou a dançar em pequenos clubes na
Sunset Strip, em Hollywood, se apresentando para artistas, empresários e agentes.
Segundo o biógrafo Connie Berman, "A jovem não hesitava em se aproximar
de qualquer um que ela achava que pudesse ajudá-la a [...] fazer um
novo contato ou obter testes." No final de 1962, ela conheceu Sonny Bono, um assistente do produtor Phil Spector 11 anos mais velho. Após sua amiga se mudar do apartamento que dividiam, ela passou a trabalhar como governanta na casa dele.
A relação dos dois cresceu rapidamente, e eles se tornaram amigos
inseparáveis, comprometeram-se e casaram-se, informalmente, em outubro
de 1964. Sonny a apresentou a Spector, e ele a usou como vocal de apoio em algumas de suas produções clássicas, incluindo "You've Lost That Loving Feeling", dos Righteous Brothers, e "Be My Baby", das Ronettes, além de ter produzido seu primeiro single, "Ringo, I Love You", lançado sob o nome de Bonnie Jo Mason.
Apesar do fracasso do último, ela estava obstinada a alcançar o
estrelato e formou, em 1964, uma dupla com o marido, inicialmente
chamada Caesar & Cleo, que lançou os singles malsucedidos "The Letter", "Do You Wanna Dance" e "Love Is Strange".
No final de 1964, Cher assinou um contrato com a gravadora Imperial Records, e Sonny a acompanhou como seu produtor. O single "Dream Baby" (lançado sob o nome de Cherilyn) conseguiu audiência em Los Angeles, tornando-se um hit local. Suspeitando estar no caminho certo, ela lançou seu primeiro trabalho solo, All I Really Want to Do (1965), que foi descrito pela crítica como "um dos álbuns de folk pop mais fortes da época". O disco chegou ao Top 20 na parada dos mais vendidos da Billboard e permaneceu nela por seis meses. Seu cover de "All I Really Want to Do", de Bob Dylan, alcançou a posição de n° 15 no Hot 100. Enquanto isso, a dupla Sonny & Cher, como eles eram agora conhecidos, assinou com a Reprise Records e lançou seu primeiro single, "Baby Don't Go". A canção se tornou um grande sucesso em Los Angeles, possibilitando a mudança do casal para uma gravadora maior, a Atco Records. Look at Us, o primeiro álbum do duo, foi lançado no verão de 1965 e permaneceu na segunda posição da Billboard 200 por cinco semanas. Seu primeiro single, "I Got You Baeb", chegou ao primeiro lugar nos Estados Unidos e no Reino Unido simultaneamente, em agosto de 1965, e virou um grande hit internacional. O relançamento de "Baby Don't Go" alcançou a oitava posição no Billboard Hot 100. Vários outros hits menores se seguiram, incluindo "Just You", "But You're Mine", "What Now My Love" e "Little Man", até "The Beat Goes On" reestabelecer o duo no Top 10. Ao todo, a dupla registrou 11 hits no Top 40 da Billboard, incluindo seis hits Top 10, e vendeu 80 milhões de álbuns e singles em todo o mundo.
Cher e Sonny se tornaram um fenômeno comparado à Beatlemania, viajando e se apresentando em vários países. Durante 1965, eles tiveram cinco canções no Top 20 do Hot 100 ao mesmo tempo, um feito igualado apenas por Elvis Presley e os Beatles. Depois de uma aparição no programa de televisão The Ed Sullivan Show no outono de 1965, na qual o apresentador Ed Sullivan havia pronunciado seu nome como "Chur", a cantora passou a assiná-lo com um acento agudo (Chér), recurso que ela manteve até 1974.
Apesar de inicialmente vista como um pouco desajeitada e a parte menos importante da dupla, ela superou o medo de palco
e o nervosismo, dirigindo piadas e alfinetadas ao seu parceiro, e logo
se destacou como a integrante mais franca, ousada e provocativa. Com sua
aparência misteriosa e exótica, ela se tornou a figura feminina de
maior expressão do mundo pop, ajudando a popularizar as calças boca-de-sino e os vestidos excêntricos, acessórios hippie e fantasias que usava em apresentações ao vivo. Ela tinha 19 anos de idade, Sonny 30. Seu segundo álbum solo, The Sonny Side of Chér (1966), produziu os singles "Where Do You Go" (n° 25 no Hot 100) e "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)" (n° 2 no Hot 100). Nos Estados Unidos, o último foi seu maior sucesso solo na década de 1960. Seu terceiro álbum solo, Chér, também lançado em 1966, trouxe "Alfie", que foi indicada ao Oscar de melhor canção original como tema do filme de Lewis Gilbert, e o hit europeu "Sunny". Em 1967, a cantora alcançou novamente o Top 10 do Hot 100 com "You Better Sit Down Kids", do álbum With Love, Chér.
Cher em participação no seriado de televisão The Man from U.N.C.L.E. (1967)
Em uma tentativa de capitalizar com o sucesso inicial da dupla, Sonny
rapidamente arranjou um projeto de filme para ser estrelado por eles: Good Times (1967), que se revelou um grande fiasco. Cher deu prosseguimento à sua carreira solo e lançou, em 1968, o álbum Backstage, que foi um fracasso comercial.
Ao mesmo tempo, sua carreira com Sonny também estagnava com a queda nas
vendas de álbuns. O estilo musical suave e a posição anti-drogas da
dupla tornaram-se impopulares em uma época marcada pelo auge do rock psicodélico, acompanhando uma mudança profunda na cena da cultura pop americana.
Seu casamento também começou a ruir nessa época. De acordo com a revista People,
"Sonny a traiu várias vezes", porém, "tentou desesperadamente ganhá-la
de volta, dizendo a ela que queria casar e formar uma família." Eles se
casaram oficialmente logo após ela dar à luz a única filha do casal,
Chastity Bono (agora legalmente nomeada Chaz Bono, após mudança de sexo), em 4 de março de 1969. A cantora fez sua segunda incursão no cinema em 1969, com Sonny escrevendo e produzindo o mal recebido Chastity, planejado para marcar sua estreia como uma atriz séria.Seu primeiro e único álbum lançado em contrato solo com a Atco Records, 3614 Jackson Highway (1969), foi bem recebido pela crítica, mas enfrentou vendas baixas. Após uma série de investimentos fracassados e enfrentando uma grave crise financeira, a dupla passou a fazer shows em resorts de Las Vegas.
O ato, que misturava comédia e música ao vivo, aguçava suas
personalidades públicas: Cher era apresentada ao público como a cantora
mal-humorada, e Sonny atuava como o destinatário pacífico de seus
insultos.Na realidade, ele controlava todos os aspectos do show, desde os arranjos musicais até a criação do roteiro. O sucesso esperado não veio, mas a sorte do duo melhorou quando um caça-talentos das redes de televisão assistiu a um de seus shows, notando o potencial do casal para estrelar um programa de variedades.
Década de 1970: Ressurgimento na televisão, carreira solo
Cher se apresentando ao vivo em 1971
Apresentando-se no especial de televisão The Entertainer of the Year Awards, em 1973
Em 1970, Cher co-estrelou com Sonny o especial de televisão The Sonny & Cher Nitty Gritty Hour, uma mistura de comédia pastelão, esquetes
e música ao vivo. A atração foi um sucesso de crítica, o que os levou a
vários outros programas de televisão como convidados especiais. Durante uma participação no programa The Merv Griffin Show, o casal chamou a atenção do chefe de programação da CBS, Fred Silverman, que ofereceu à dupla um programa de variedades próprio. The Sonny & Cher Comedy Hour
entrou no ar como parte da programação especial de verão da emissora,
em 1971, e retornou ao horário nobre no final daquele ano, tornando-se
um sucesso imediato que logo figurou entre as 10 atrações mais vistas da
casa.
Sobre a recepção do público, Silverman disse: "Foi uma explosão. Você
poderia contar com os dedos de uma mão o número de vezes que isso
aconteceu na história da televisão." A atração recebeu quinze indicações ao Emmy durante seu período de exibição, ganhando uma por direção. Entre os convidados do programa estiveram Tina Turner, Chuck Berry, Carol Burnett, George Burns, Glen Campbell, Dick Clark, Tony Curtis, Bobby Darin, Farrah Fawcett, The Jackson 5, Jerry Lee Lewis, Steve Martin, Ronald Reagan, Burt Reynolds, The Righteous Brothers, Neil Sedaka, Dinah Shore e The Supremes.58 Impulsionada pelo sucesso na televisão, a dupla reviveu sua carreira musical lançando mais quatro álbuns pela Kapp Records e MCA Records e emplacando no Top 10 os hits "All I Ever Need Is You" e "A Cowboy's Work Is Never Done".
Agora com 25 anos, Cher continuou a se estabelecer como artista solo,
contando, dessa vez, com a ajuda do produtor musical Snuff Garrett. Seu
primeiro hit n° 1 em carreira solo foi "Gypsys, Tramps & Thieves". A canção foi indicada ao Grammy na categoria de melhor interpretação vocal feminina pop e se tornou o single mais vendido da história da MCA Records até então. O álbum de mesmo nome foi lançado em setembro de 1971 e recebeu certificado de platina nos Estados Unidos. Seu segundo single, "The Way of Love", alcançou a sétima posição no Hot 100 em março de 1972. Em seguida, ela lançou os álbuns Foxy Lady (1972) e Bittersweet White Light (1973). Ela retornou ao primeiro lugar no Hot 100 com "Half-Breed", canção de assinatura do álbum de mesmo nome, lançado em 1973, que recebeu certificado de ouro nos Estados Unidos. Seu terceiro n° 1 veio com "Dark Lady", em 1974, também do álbum de mesmo nome.
Cher se separou de Sonny em 1972; no entanto, eles continuaram publicamente juntos até 1974.
Sonny escreveu em seu diário na época: "Nós ainda temos um programa de
televisão e o público ainda acha que somos casados [...]. Connie
[Foreman, sua namorada na época] e eu vivemos juntos como marido e
mulher. Mas minha esposa pública ainda é Cher, [... e] é assim que tem
que ser." O fim do casamento foi anunciado durante a terceira temporada do The Sonny & Cher Comedy Hour, culminando no cancelamento do programa enquanto ele ainda estava no Top 10 de audiência. O que se seguiu foi um divórcio público e conturbado, finalizado em 27 de junho de 1975. Durante o processo de separação de Sonny, ela viveu um relacionamento de dois anos com o executivo musical David Geffen,
responsável por livrá-la dos acordos contratuais com o ex-marido que a
obrigavam a trabalhar exclusivamente para a Cher Enterprises, uma
empresa que ele controlava. Ela também flertou publicamente com o ator Marlon Brando e o cantor Elvis Presley
durante esse período. Sobre Brando, ela disse: "Lamento não tê-lo
conhecido melhor. Tivemos ótimos momentos, mas eu estava tentando fazer
meu casamento [com Sonny] dar certo." Sobre Elvis, ela disse: "Ele me
ligou e queria que eu passasse um fim de semana com ele, mas eu estava
muito nervosa. Estava prestes a ir, mas pensei: 'Não, eu não quero' e
depois me arrependi." Em 1974, ela ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em televisão - comédia ou musical. No mesmo ano, Sonny lançou sua própria atração, The Sonny Comedy Revue, que foi cancelada seis semanas após a estreia.
Seu programa solo, The Cher Show, estreou como um especial em 16 de fevereiro de 1975, contando com as participações de Flip Wilson, Bette Midler e Elton John. Outros convidados incluíram Pat Boone, David Bowie, Ray Charles, Patti LaBelle, Wayne Newton, Linda Ronstadt, Lily Tomlin, Frankie Valli, Raquel Welch, Liberace e Ike & Tina Turner.
Além de dar a Cloris Leachman e Jack Albertson o Emmy por suas
participações, a atração ainda recebeu quatro indicações ao prêmio. The Cher Show apresentou uma quantidade de trocas de figurino muito superior a dos programas de variedades típicos da época.
O umbigo exposto de Cher e as criações ousadas do seu estilista Bob
Mackie geraram repercussão durante o período em que o programa esteve no
ar.Após duas temporadas e meia, ela, grávida, decidiu cancelar a atração
por conta própria e trabalhar, ao lado do ex-marido, numa versão
renovada do The Sonny & Cher Comedy Hour. Em 30 de junho de 1975, três dias após seu divórcio de Sonny, ela se casou com o músico de rockGregg Allman, membro da The Allman Brothers Band. Ela pediu o divórcio nove dias depois, citando seus problemas com heroína
e álcool. Ela disse mais tarde que, quando o chamou para dizer que o
casamento havia terminado, "ele estava tão bêbado que nem sequer me
entendeu". Allman logo se livrou do vício, e ela retomou o casamento em
menos de um mês. Eles tiveram um filho, Elijah Blue Allman, em 10 de julho de 1976. Em 1977, o casal lançou, sob a assinatura de Allman and Woman, o álbum Two the Hard Way, que foi considerado um fiasco artístico e comercial.
Eles se separaram definitivamente após dois anos de casamento.
Entre 1975 e 1977, Cher lançou uma série de álbuns malsucedidos pela Warner Bros. que, com o tempo, viriam a ser considerados clássicos cult: Stars, I'd Rather Believe in You e Cherished. The Sonny and Cher Show estreou em 2 de fevereiro de 1976 sob altas expectativas, classificando-se no Top 10 de audiência. Coincidindo com a popularidade inicial do programa, a Mego Toys lançou uma linha de bonecos inspirados em Cher e Sonny. Entre os convidados da atração estiveram Muhammad Ali, Raymond Burr, Charo, Barbara Eden, Farrah Fawcett, Bob Hope, Don Knotts, Jerry Lewis, Debbie Reynolds, Tina Turner, Twiggy e Betty White. A audiência, no entanto, logo caiu, e o programa foi cancelado após sua segunda temporada. Embora tenha sido breve, o sucesso do The Sonny and Cher Show
foi único, uma vez que, a partir da segunda metade da década de 1970,
programas de variedades deixaram de atrair a atenção dos
telespectadores. Nos anos seguintes, ela retornou ao horário nobre com os especiais Cher... Special (1978), que recebeu três indicações ao Emmy, e Cher... And Other Fantasies (1979). Em 1978, ela mudou legalmente seu nome de Cherilyn Sarkisian LaPiere Bono Allman para Cher, sem nenhum sobrenome. Segundo Heidi Stevens, do Chicago Tribune, ela estava "cansada de ser associada com os sobrenomes de seu pai, padrasto e ex-maridos".
Em 1979, Cher capitalizou com a febre da disco music, assinando com a Casablanca Records e acumulando mais um hit no Top 10 com "Take Me Home". As vendas do álbum de mesmo nome foram impulsionadas pela imagem da cantora semi-nua caracterizada de guerreira víquingue na capa. O disco recebeu certificado de ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA). Entre 1979 e 1982, ela fez uma série de shows (hoje conhecida como a Take Me Home Tour) que marcou sua estreia solo ao vivo. A grande maioria dos concertos aconteceu no Caesars Palace, em Las Vegas, pelos quais ela recebeu um salário de 320 mil dólares por semana. Ainda em 1979, ela apareceu praticamente nua e envolta em correntes na capa do seu segundo álbum lançado pela Casablanca, Prisoner, estimulando controvérsia entre alguns grupos de direitos das mulheres por sua imagem de "escrava sexual". Esse álbum produziu a canção "Hell on Wheels", destaque na trilha sonora do filme Roller Boogie, que foi descrita pela crítica como um "hino dance atemporal" e que capturou e ajudou a popularizar a febre da patinação sobre rodas do final da década. Durante essa época, ela teve um relacionamento com Gene Simmons, baixista da banda Kiss.
Década de 1980: Declínio, estrelato no cinema e retorno ao sucesso musical
Em 1980, Cher gravou sua última canção disco, chamada "Bad Love", para a trilha sonora do filme Foxes.104 Mais tarde, no mesmo ano, ela formou a banda de rock Black Rose com seu então namorado, o guitarrista Les Dudek, e lançou um álbum com o mesmo nome.
A banda foi promovida sem usar sua fama (seu nome não aparece na capa
do disco e seu rosto é visto apenas em uma foto dos integrantes na
contra-capa), o que contribuiu para que o álbum não vendesse bem e o
grupo se separasse no ano seguinte.
Ela disse à imprensa mais tarde: "Nós fomos os precursores de um certo
tipo de música que está acontecendo hoje, um certo tipo de atitude,
estilo e merda como essa, mas minha imagem em vestidos de miçangas na
capa do National Enquirer era muito difícil de combater." Em 1981, ela gravou um dueto com o músico Meat Loaf chamado "Dead Ringer for Love", que foi descrito pela crítica como "um dos duetos de rock mais inspirados dos anos 80" e que alcançou o Top 5 no Reino Unido. No ano seguinte, ela lançou, pela Columbia Records, o álbum I Paralyze, que foi ignorado pela crítica e, consequentemente, teve vendas decepcionantes.
Com a popularidade em baixa, Cher decidiu mudar o foco de sua carreira e se tornar uma atriz séria.
Seus primeiros investimentos no mundo do entretenimento tinham sido
voltados para o cinema ao invés da música; no entanto, suas tentativas
anteriores (Good Times e Chastity) haviam sido duramente criticadas. A essa altura, ela era considerada uma piada e sua carreira era julgada como "coisa do passado".2 Em 1982, ela conseguiu um papel em uma produção da Broadway, Come Back to the Five and Dime, Jimmy Dean, Jimmy Dean. No mesmo ano, ela foi escalada para o elenco de sua versão cinematográfica (br: James Dean, o Mito Sobrevive; pt: Volta Jimmy Dean, Volta Para Nós), dirigida por Robert Altman, que lhe deu uma indicação ao Globo de Ouro. Em seguida, ela contracenou com Meryl Streep e Kurt Russell no drama Silkwood (br: Silkwood - O Retrato de uma Coragem; pt: Reacção em Cadeia;
1983), interpretando uma operária lésbica que namorava a personagem de
Streep. Por seu desempenho "intenso" e "nu e cru", ela recebeu sua
primeira indicação ao Oscar, como melhor atriz coadjuvante, e foi premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante.
O próximo filme de Cher, Mask (br: Marcas do Destino; pt: Máscara; 1985), dirigido por Peter Bogdanovich,
estreou em terceiro lugar na bilheteria dos Estados Unidos e foi
considerado seu primeiro sucesso comercial e de crítica como atriz
principal. Por sua atuação como mãe de um garoto desfigurado (Eric Stoltz), ela ganhou o prêmio de melhor atuação feminina no Festival de Cannes e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático. De acordo com o livro Hollywood Songsters: Allyson to Funicelloo,
"alguns sentiram (incluindo Cher) que, por ela desafiar tanto os
padrões, a indústria a evitou nas indicações ao Oscar. Para mostrar seu
desprezo pelo 'sistema', ela apareceu na cerimônia da premiação daquele
ano [1986] em um de seus figurinos mais estranhos (parecido com uma
tarântula)." Ainda em 1985, ela foi agraciada com o prêmio de mulher do ano pela companhia de teatro Hasty Pudding, da Universidade Harvard, e formou a produtora de cinema Isis Productions.
Em maio de 1986, Cher causou controvérsia ao chamar o apresentador David Letterman de "bundão" durante uma participação em seu programa de televisão.
Ela respondeu isso ao ser perguntada por que havia se recusado a
aparecer em sua atração anteriormente, recebendo uma mistura de vaias e
risos do público. Ele, no entanto, encerrou rapidamente o assunto,
classificando o incidente como uma brincadeira.
Em novembro de 1987, ela se reuniu pelo que seria a última vez com o
ex-marido Sonny Bono no mesmo programa, apresentando uma versão
improvisada de "I Got You Babe". Durante essa época, ela esteve envolvida em sucessivas relações com homens mais jovens, incluindo os atores Val Kilmer, Eric Stoltz e Tom Cruise, o produtor cinematográfico Josh Donnen
e Rob Camilletti, um padeiro 18 anos mais novo com quem ela viveu por
três anos. Camilletti foi apelidado de "Bagel Boy" ("garoto das
rosquinhas", em tradução livre) pela imprensa e gerou repercussão ao
destruir as câmeras de alguns paparazzi que cercavam a casa de Cher em 1989. Eles se separaram pouco tempo depois.
Boneca de cera de Cher numa exposição em Hong Kong, China. A estátua veste um modelo similar ao que ela usou na 60ª cerimônia de entrega do Oscar, em 1988
O videoclipe de "If I Could Turn Back Time" (1989) foi proibido em alguns canais musicais de televisão como a MTV
Cher retornou ao cinema três vezes em 1987. Ela interpretou uma advogada no suspense Suspect (br/pt: Sob Suspeita), com Dennis Quaid; foi escalada como uma das três protagonistas femininas na comédia de humor negroThe Witches of Eastwick (br/pt: As Bruxas de Eastwick), com Jack Nicholson, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer; e estrelou a comédia romântica Moonstruck (br: Feitiço da Lua; pt: O Feitiço da Lua), dirigida por Norman Jewison, com Nicolas Cage e Olympia Dukakis. Por sua atuação como uma contadora desajeitada em Moonstruck, ela ganhou o Oscar de melhor atriz de 1987.
Durante seu discurso de aceitação do prêmio (a plateia se levantou
quando seu nome foi anunciado), ela disse: "Eu não acho que esse prêmio
queira dizer que eu seja alguém. Mas talvez eu esteja no caminho certo." Agora uma das atrizes de cinema mais aclamadas da década, ela também ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical e o People's Choice Award na categoria de estrela feminina favorita. No mesmo ano, ela reviveu sua carreira musical após um hiato de cinco anos, assinando com a Geffen Records e lançando o primeiro de uma trilogia de álbuns de rock que apresentou contribuições de Diane Warren, Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Desmond Child, Mark Mangold e Michael Bolton. Cher produziu os hits "I Found Someone", seu primeiro single a alcançar o Top 10 do Hot 100 em oito anos, e "We All Sleep Alone" (n° 14 no Hot 100) e vendeu sete milhões de cópias em todo o mundo, recebendo certificado de platina nos Estados Unidos Ainda em 1987, ela lançou a fragrância Uninhibited.
Em 1989, Cher lançou o álbum Heart of Stone, que vendeu 11 milhões de cópias e recebeu certificado triplo de platina pela RIAA. Seu primeiro single, "If I Could Turn Back Time",
contou com um vídeo no qual a cantora apareceu usando apenas um colã
transparente e um maiô que deixava à mostra uma tatuagem de "borboleta"
em suas nádegas. Muitas redes de televisão, incluindo a MTV, se recusaram a exibi-lo inicialmente, alegando "nudez parcial". Diante de sua popularidade crescente, a MTV concordou em transmiti-lo a partir das 9 horas da noite.
A canção correspondente liderou as paradas na Austrália por sete
semanas não-consecutivas e alcançou a terceira posição nos Estados
Unidos, a sexta colocação no Reino Unido e o Top 10 em vários países ao
redor do mundo. Heart of Stone produziu ainda os hits "Just Like Jesse James" (n° 8 no Hot 100), "Heart of Stone" (n° 20 no Hot 100) e "After All" (n° 6 no Hot 100), um dueto com o cantor Peter Cetera que foi indicado ao Oscar de melhor canção original como tema do filme Chances Are (br: O Céu se Enganou). Cher se apresentou em vários países ao longo de 1989 e 1990 com a Heart of Stone Tour, que deu origem ao especial de televisão Cher Extravaganza: Live at the Mirage, gravado em Las Vegas.O The New York Times escreveu que seu show "[transmite] uma mensagem: se você confiar em si mesmo e não desistir da vida e do amor, a fama eterna pode ser sua". Entre 1989 e 1991, ela se relacionou com o guitarrista Richie Sambora, da banda Bon Jovi.
Década de 1990: Altos e baixos, volta por cima
Em 1990, Cher estrelou o sucesso de crítica e bilheteria Mermaids (br: Minha Mãe É uma Sereia; pt: A Minha Mãe É uma Sereia), com Bob Hoskins, Winona Ryder e Christina Ricci. Ela gravou duas canções para a trilha sonora do filme: "Baby I'm Yours" e "The Shoop Shoop Song (It's in His Kiss)".
A última foi um sucesso mundial, alcançando o primeiro lugar no Reino
Unido, a terceira posição na Alemanha e França e a quinta colocação na
Austrália. Em 1991, ela lançou seu terceiro e último álbum de estúdio pela Geffen: Love Hurts, que estreou em primeiro lugar no Reino Unido, onde permaneceu por seis semanas consecutivas. O disco vendeu mais de dez milhões de cópias e produziu cinco singles: "Love and Understanding", que entrou no Top 10 no Reino Unido e no Top 20 nos Estados Unidos; "Save Up All Your Tears", "Love Hurts" (destaque na trilha sonora da telenovela brasileira Vamp, de 1991), "Could've Been You" e "When Lovers Become Strangers". Na Alemanha, ela recebeu o prêmio Echo de cantora internacional mais bem-sucedida do ano. Em 1992, ela embarcou na Love Hurts Tour e lançou dois programas de condicionamento físico em VHS: Cherfitness: A New Attitude e Cherfitness: A Body Confidence. Em novembro do mesmo ano, a coletânea européia Greatest Hits: 1965-1992,
que continha três faixas inéditas ("Oh No Not My Baby", "Whenever
You're Near" e "Many Rivers to Cross"), alcançou a primeira posição no
Reino Unido por sete semanas não-consecutivas.
Em meados de 1992, Cher contraiu o vírus Epstein-Barr e desenvolveu um caso decorrente de síndrome da fadiga crônica.
Consequentemente, ela se afastou da carreira e passou a fazer menos
aparições públicas. No entanto, ela apresentou uma série de infomerciais
na televisão, anunciando a linha de produtos capilares de sua amiga
Lori Davis, o adoçante Equal e sua própria linha de produtos para a
pele, Aquasentials, o que a tornou conhecida como a "rainha dos
infomerciais" e levou muitos críticos da indústria do entretenimento a
declarar que sua carreira estava morta. Mais tarde, ela desabafou sobre essa fase: "Eu virei uma piada no Letterman e no Saturday Night Live. Foi um erro de julgamento enorme e devastador daquilo que as pessoas poderiam aceitar de mim." Ela também fez pequenas participações interpretando a si mesma nos filmes The Player (br/pt: O Jogador; 1992) e Prêt-à-Porter (pt: Pronto-a-Vestir; 1994), ambos de Robert Altman. Em 1994, ela gravou uma versão rock de "I Got You Babe" para a animação da MTV Beavis and Butt-Head. Em 1995, ela atingiu o topo do UK Singles Chart por uma semana ao lado de Neneh Cherry, Chrissie Hynde e Eric Clapton com o single de caridade "Love Can Build a Bridge". No mesmo ano, ela assinou com o selo WEA Records e gravou um disco composto em sua maioria por regravações, intitulado It's a Man's World. Segundo a revista Billboard, o álbum "surgiu do seu conceito de regravar canções escritas por homens sob o ponto de vista de uma mulher." Jose F. Promis, do Allmusic,
escreveu que "[o] álbum pode ser facilmente classificado como um dos
melhores da cantora" e que ele "a apresenta soando vocalmente relaxada e
confiante".It's a Man's World foi lançado na Europa no final de 1995 e na América do Norte no verão de 1996 e produziu os hits europeus "Walking in Memphis" e "One by One". Em 1996, Cher estrelou o mal recebido filme Faithful (br: Fiel, Mas Nem Tanto; pt: Fielmente Teu), com Ryan O'Neal e Chazz Palminteri, e fez sua estreia como diretora de cinema no controverso drama sobre abortoIf These Walls Could Talk (br: O Preço de Uma Escolha; pt: Perseguidas), com Demi Moore, Sissy Spacek e Anne Heche, que atraiu a maior audiência por um filme original da história da HBO. Ela também co-estrelou o último, ganhando uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante em televisão.
Em janeiro de 1998, Cher fez a eulogia no funeral do ex-marido Sonny Bono, que havia morrido em um acidente de esqui.
Para uma audiência televisiva mundial, ela o elogiou, aos prantos,
dizendo que ele era "a pessoa mais inesquecível que já conheci". Eles haviam se divorciado há 23 anos. No momento de sua morte, Sonny, 62, era um popular congressista da Califórnia casado com sua quarta esposa, Mary Bono. No entanto, Cher permaneceu sua amiga ao longo dos anos. Ela prestou homenagem a ele novamente no especial da CBS Sonny & Me: Cher Remembers, que foi ao ar em maio de 1998, onde disse que sua dor é "algo que nunca vou conseguir superar".No mesmo mês, a dupla Sonny & Cher recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood por seu trabalho na televisão.
Cher se apresentando em Nova Iorque (1998)
O vigésimo terceiro álbum de estúdio de Cher, Believe (1998), uma coleção de faixas dance,
atingiu o Top 10 em quase todos os principais mercados musicais do
planeta, incluindo os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França, e
recebeu certificado quádruplo de platina pela RIAA, com vinte milhões de
cópias vendidas em todo o mundo, marcando sua "volta por cima".A faixa-título, ganhadora do Grammy de melhor gravação dance e primeiro single
do álbum, chegou à primeira posição em 23 países e vendeu mais de 11
milhões de cópias, transformando-se na música mais popular de 1999 e no
maior hit de sua carreira. Com "Believe", ela se tornou a mulher mais velha (aos 52 anos) a ter um hit n° 1 no Hot 100 e bateu os recordes de maior extensão de tempo de hits n° 1 (33 anos e sete meses) e maior intervalo entre dois hits n° 1 (dez dias para 25 anos) da parada. Ela também é a única cantora a ter hits solo no Top 10 do Hot 100 nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990. No UK Singles Chart, "Believe" permaneceu na primeira posição por sete semanas consecutivas, convertendo-se no single mais vendido da história por uma cantora no Reino Unido.A canção também foi destaque na trilha sonora da telenovela brasileira Suave Veneno (1999). O segundo single do álbum, "Strong Enough",
continuou o sucesso de "Believe" na Europa, chegando à terceira posição
na Alemanha e França e à quinta colocação no Reino Unido.O disco também produziu os hits europeus "All or Nothing" e "Dov'è l'amore".
Em novembro de 1998, Cher publicou a autobiografiaThe First Time, uma coleção de memórias de sua infância, adolescência e carreira.Em janeiro de 1999, ela cantou o "The Star-Spangled Banner" no Super Bowl XXXIII.Em março, ela se apresentou ao lado de Tina Turner e Elton John no especial de televisão VH1 Divas Live 2. No mesmo mês, ela co-estrelou o bem recebido filme de Franco ZefirelliTea with Mussolini (br/pt: Chá com Mussolini), com Judi Dench, Maggie Smith e Joan Plowright. Sua Do You Believe? Tour viajou ao longo de 1999 e 2000 pelos Estados Unidos, Canadá, Europa e África, com o especial de televisão indicado ao Emmy Cher: Live at the MGM Grand in Las Vegas indo ao ar em agosto de 1999. Em novembro, ela lançou a coletânea The Greatest Hits, que estreou em primeiro lugar na Alemanha (seu segundo álbum n° 1 consecutivo no país) e alcançou a sétima posição no UK Albums Chart. O disco não foi vendido nos Estados Unidos devido ao lançamento quase simultâneo da compilação norte-americana If I Could Turn Back Time: Cher's Greatest Hits, que recebeu certificado de ouro pela RIAA. Na Alemanha, ela se tornou novamente a cantora internacional mais bem-sucedida do ano e ganhou seu segundo prêmio Echo.
Década de 2000: Colhendo os louros, sucesso na estrada
Em 2000, Cher lançou um álbum de rock alternativo intitulado Not.com.mercial.
Esse trabalho foi quase inteiramente composto por ela durante um retiro
de compositores na França, em 1994, e marcou a primeira vez que ela
escreveu a maioria do material para um de seus álbuns.
O disco havia sido rejeitado pelos executivos da Warner por "não ser
comercial", razão pela qual ela decidiu vendê-lo exclusivamente através
de seu site. Em novembro do mesmo ano, ela foi destaque no álbum Stilelibero, do cantor italiano Eros Ramazzotti, em um dueto da canção "Più Che Puoi".No mesmo mês, ela fez uma participação como convidada especial no episódio da série Will & Grace
"Gypsies, Tramps and Weed" (nomeado em alusão à sua música "Gypsys,
Tramps & Thieves"), que deu à série sua segunda maior audiência de
todos os tempos. Ainda em 2000, ela foi premiada com o Women in Film Lucy Award, juntamente com os criadores e elenco de If These Walls Could Talk,
por seu trabalho como diretora e atriz no filme. O Lucy Award reconhece
a excelência e inovação em trabalhos criativos que têm reforçado a
percepção das mulheres por meio da televisão.
"Nós apenas escolhemos canções que pareciam satisfatórias em uma base
individual. Só quando começamos a avaliar o álbum inteiro e brincar com
a sequência que nós percebemos que ele tinha inconscientemente se
tornado um álbum cheio de amor e calor. Foi uma surpresa agradável, e é
certamente um momento adequado para colocar um pouco de energia positiva
no mundo."
—Cher falando sobre o álbum Living Proof.
Em 2001, ainda no gênero dance, Cher lançou o aguardado sucessor de Believe: Living Proof, que entrou na nona posição da Billboard 200, tornando-se seu álbum de melhor estreia na parada até então. A Slant Magazine aclamou o disco como "a obra de arte pop que mais exalta a vida a surgir desde [os ataques de] 11 de setembro". Seu primeiro single, "The Music's No Good Without You", liderou as paradas em alguns países e chegou à oitava posição no Reino Unido. Várias canções do álbum ganharam versões remixadas que foram bem-sucedidas na cena club norte-americana. Living Proof recebeu certificado de ouro no Reino Unido e nos Estados Unidos. Em maio de 2002, ela se apresentou no especial beneficente VH1 Divas Las Vegas. Em dezembro, ela ganhou o Billboard Music Award de artista dance/club do ano. No mesmo ano, sua fortuna pessoal foi estimada em 600 milhões de dólares (315 milhões de euros).
Em 2002, Cher embarcou na Living Proof: The Farewell Tour, que havia sido anunciada como a última turnê de sua carreira, embora ela tenha prometido continuar a gravar novos álbuns. O show, uma homenagem aos seus quase 40 anos no show business,
destacou seus sucessos na música, na televisão e no cinema ao longo das
décadas e apresentou uma elaborada estrutura de palco que contava com
banda de apoio, dançarinos e acrobatas. A turnê foi prorrogada várias vezes, cobrindo praticamente todo os Estados Unidos e Canadá (além de três shows na Cidade do México), várias cidades da Europa e as principais cidades da Austrália e Nova Zelândia.Com três anos de duração, a Farewell Tour se encerrou como a turnê mais
bem-sucedida da história por uma cantora solo até então, ganhando uma
entrada no Guinness Book of World Records. O registro do show, Cher: The Farewell Tour, gravado em Miami em novembro de 2002 e exibido pela NBC em abril de 2003, atraiu 17 milhões de espectadores e a premiou com o Emmy de melhor especial de variedades, música ou comédia. Em agosto de 2003, ela lançou o álbum Live: The Farewell Tour, uma coleção de faixas ao vivo retiradas da turnê.
Em 2003, The Very Best of Cher, uma coletânea que reúne todos os maiores hits de sua carreira, foi lançada. O álbum alcançou a quarta posição na Billboard 200, expandindo sua longevidade na parada para mais de 38 anos, e recebeu certificado duplo de platina nos Estados Unidos.
Em setembro de 2003, ela assinou com a divisão americana da Warner
Bros. Records, após romper com o selo WEA, da divisão britânica da
Warner, em 2002. Em outubro do mesmo ano, ela participou do álbum As Time Goes By: The Great American Songbook 2, do cantor Rod Stewart, em um dueto da canção "Bewitched, Bothered and Bewildered". Ainda em 2003, ela interpretou a si mesma na comédia dos irmãos Farrelly Stuck on You (br: Ligado em Você; pt: Agarrado a Ti; 2003), com Matt Damon e Greg Kinnear. Ela parodiou sua própria imagem pública no filme, aparecendo na cama com um adolescente (Frankie Muniz).222223 Em 2004, ela recebeu uma indicação ao Grammy de melhor gravação dance pela música "Love One Another".
Cher retornou aos palcos em 6 de maio de 2008, começando uma residência de três anos de duração e 200 shows no Colosseum at Caesars Palace, em Las Vegas, pela qual ela recebeu um salário de 60 milhões de dólares por ano.
O espetáculo durou até fevereiro de 2011 e contou com dezesseis
dançarinos e trapezistas e vários figurinos desenhados por Bob Mackie. O Los Angeles Times escreveu que a entrada do show
("Cher [...] descendo do teto como a imperatriz do sol") foi
"grandiosa" e comentou que "sua carruagem dourada poderia ser também uma
máquina do tempo, porque, quando saiu de lá [...], ela parecia ter 22
anos de idade. [...] Mas ela tem 61 e ainda consegue sustentar um
figurino de Bob Mackie como ninguém."Em uma aparição no The Ellen DeGeneres Show em novembro de 2008, a artista falou sobre um projeto de filme intitulado The Drop-Out, que seria estrelado por ela. Em 2009, ela se relacionou com o motociclista Tim Medvetz, 25 anos mais novo.
Década de 2010: Novos projetos
Cher fez seu retorno ao cinema com o musicalBurlesque (2010). Ela contribuiu para a trilha sonora do filme com duas canções: "Welcome to Burlesque" e a balada escrita por Diane Warren "You Haven't Seen the Last of Me".
A última ganhou o Globo de Ouro de melhor canção original, foi indicada
ao Grammy de melhor canção escrita para mídia visual e chegou à
primeira posição nas paradas dance americanas, fazendo dela a única artista a ter um hit n° 1 em uma parada da Billboard em cada uma das últimas seis décadas. No mesmo ano, ela deixou as marcas de suas mãos e pés na calçada do Grauman's Chinese Theatre, em Hollywood, e foi homenageada pela revista Glamour com o Woman of the Year Lifetime Achievement Award.
Ainda em 2010, ela começou um relacionamento com o roteirista e diretor
Ron Zimmerman. Ela disse: "Nós decidimos que somos algo entre namorados
e melhores amigos. Ele me faz rir mais do que ninguém que eu já
conheci. E ele é muito louco, mas muito inteligente e muito talentoso." Em entrevista à revista Architectural Digest no mesmo ano, ela se revelou devota de Pema Chödrön,
uma monja budista americana: "Por mais brega que isso possa parecer, a
alma do universo, tudo o que eu preciso, eu posso encontrar nessa
prática [budismo]." Em 2011, ela emprestou sua voz para a comédia Zookeeper (br: O Zelador Animal; pt: O Guarda do Zoo).
Em junho de 2012, Cher afirmou em seu Twitter que estava ajudando a
escrever um musical baseado em sua vida, e que este já se encontrava em
fase de pré-produção. Ela também mencionou que pode interpretar a si
mesma no espetáculo, que será apresentado na Broadway. Ao longo de 2011 e 2012, Cher esteve trabalhando em seu primeiro álbum de estúdio desde Living Proof (2001). Ela afirmou inicialmente que iria gravar em Nashville, Tennessee, levando à especulação de que o novo trabalho seria orientado para o gênero country; no entanto, em junho de 2011, ela escreveu em sua página no Twitter que o disco será "bastante dançante". Entre as faixas estavam confirmadas tinha "The Greatest Thing", um dueto com a cantora americana Lady Gaga escrito pela própria e produzido por RedOne; "Red", duas versões do seu hit
de 2010 "You Haven't Seen the Last of Me" e a balada "I Walk Alone". A
última foi uma das duas colaborações da cantora americana Pink para o álbum (a outra é uma faixa de rock e dance
possivelmente intitulada "You Can't Go Home"); ela disse: "É uma baita
honra. Eu finalmente me sinto como uma compositora. E eu sou uma grande
fã." Outros colaboradores incluem Timbaland, Diane Warren, Jason Derülo, Kuk Harrell, Mark Taylor e Billy Mann. Em outubro de 2012, dois títulos de músicas foram registrados em seu nome na ASCAP: "Woman's World" e "Collide", escritas por Anthony Robert Crawford, Paul Oakenfold e um terceiro autor desconhecido. No mesmo mês, a letra e uma versão demo de "Woman's World", o primeiro single do álbum, foram publicados na web. Em novembro, a canção foi disponibilizado no YouTube pela Warner Bros.,
responsável pelo novo álbum da cantora. Sob grande aguardo, a faixa foi
bem recebido pelo público e crítica, recebendo mais de 230.000
exibições em apenas dois dias de lançamento oficial. Em setembro de 2013, a cantora lançou seu aguardado vigésimo sexto álbum de estúdio, Closer to the Truth. Ao contrário do que era esperado, o disco não trouxe "The Greatest Thing" com Lady Gaga, já que a mesma não gostou do resultado da faixa. Após o lançamento do projeto, Closer to the Truth alcançou a terceira posição da Billboard 200, se tornando o maior debute de toda a sua carreira, vendendo 63 mil cópias na primeira semana.
Estilo musical
Bob Dylan(imagem) foi um dos compositores predominantes no repertório de Cher em seus primeiros anos de carreira
Se adaptando continuamente às tendências de cada época, o estilo
musical de Cher tem sido objeto de controvérsia pelos críticos. Ela é,
pela análise do produtor musical Snuff Garrett, "mais uma estilista do
que uma cantora";
no entanto, para o ex-vice-presidente sênior do setor de
desenvolvimento artístico da Warner Bros., Craig Kostich, "ela é uma
artista única que continua a quebrar as barreiras de seu talento".Desde o início de sua carreira, ela mudou várias vezes de gênero musical, passando pelo folk, disco, rock, R&B e dance.
Ela disse: "Você quer permanecer relevante e fazer trabalhos que surtam
efeito. Mas, ao mesmo tempo, eu não gravo um disco com muitas intenções
além de satisfazer a mim mesma."
Peter Fawthrop, do Allmusic, afirmou que "mesmo mudando de estilo tão
frequentemente, ela sempre parece tão sincera e tão 'Cher' quanto em sua
mudança anterior. Sua personalidade é definida e brilha através [das
mudanças]. [...] Quantos artistas musicais, mesmo os que tenham durado
tanto tempo na indústria quanto ela, soariam igualmente reconhecíveis
numa canção sinteticamente vocalizada como 'Believe', de 1999, e num folk
sombriamente cômico como 'Dark Lady', de 1974? [...] Quem gosta do seu
material nos anos 90 provavelmente vai gostar dele nos anos 70, mesmo
que seja completamente diferente."
Cher lançou sucessos nas décadas de 1960 e 1970 trabalhando em diversos gêneros, que vão desde as baladas girl group, estilo popular no início dos anos 60, e o folk-pop, influenciado pela cantora e compositora Jackie DeShannon, até o popadulto-contemporâneo. Seu primeiro álbum, All I Really Want to Do (1965), era, assim como a maioria de seus trabalhos solo na década de 1960, predominantemente folk-rock, com uma pequena influência girl group e calcado no repertório de compositores como Bob Dylan, Pete Seeger,
DeShannon e Sonny Bono, seu parceiro musical, que produziu grande parte
de seu material na década usando suas habilidades de produção derivadas
do produtor Phil Spector. Segundo Joe Viglione, do Allmusic, "o ícone de cantora folk era um ingrediente importante nessa fase da carreira solo de Cher". Ele também escreveu que seu álbum de 1967, With Love, Chér, "mostra porque a cantora encantou seus ouvintes e passou a competir no mesmo patamar de Dusty [Springfield] e Petula [Clark]".Uma canção deste álbum, "You Better Sit Down Kids", tratou do divórcio, um tema incomum para uma gravação pop
dos anos 60. Outros lançamentos seus da época também abordaram áreas
difíceis, como "I Feel Something in the Air" e "Mama (When My Dollies
Have Babies)", que lidaram com a gravidez indesejada.
De acordo com Bruce Eder, do Allmusic, "sua voz não era muito rica ou
poderosa [nos anos 60], mas era expressiva e radiante nas criações de
Sonny". Em contraste, seu material no início da década de 1970, solo ou
com Sonny, "tinha mais personalidade e um ponto de vista mais adulto",
como "Gypsys, Tramps & Thieves" (1971). Para Eder, "o assunto-tema
da canção, suas mudanças de tempo incomuns e um refrão incrivelmente
memorável tornaram-se um gancho para uma interpretação transcedente pela
cantora, marcando sua maturação como artista". "Gypsys" e suas outras
canções n° 1 no mesmo estilo, "Half-Breed" e "Dark Lady", eram
"dramáticas e altamente intensas, quase tanto 'atuadas' quanto cantadas e
muito diferentes do seu produto nos anos 60".
Eder também observou que, apesar de possuir "um alcance vocal
relativamente limitado" na época, as virtudes que ela havia trago para
sua música ("intensidade e paixão tremendas" e "uma habilidade de fundir
esses sentimentos com suas habilidades de atuação") resultavam em "uma
experiência incrivelmente poderosa para o ouvinte."
Outra canção da época, "The Way of Love", pode ser interpretada tanto
como uma mulher expressando seu amor por outra mulher quanto como uma
mulher dizendo adeus a um homem gay ("O que você vai fazer/Quando
ele te deixar/Do mesmo jeito que você/Me disse adeus"). Viglione
afirmou que a cantora "nunca se importou com identidade de gênero neutra
ou andrógina
em suas canções. Sua voz grave sustentava tanto os arranjos masculinos
quanto os femininos no duo com [Sonny] Bono e, musicalmente, seu
material solo conseguia resultados que não eram possíveis em uma
parceria."
Cher, vista aqui em um show da Heart of Stone Tour (1989–90), lançou, a partir de 1987, uma trilogia de álbuns de rock que revitalizou sua carreira
No final da década de 1980 e início da década de 1990, Cher gravou uma série de álbuns de rock que "rejuvenesceram sua carreira": Cher (1987), Heart of Stone (1989) e Love Hurts (1991). Em uma análise do álbum Heart of Stone, Gary Hill, do Allmusic, escreveu: "Nem todo o álbum é composto por faixas de rock
pesado [...] mas todas elas têm uma honestidade e um apelo enérgico que
separam [o disco] de parte do material mais moderno de Cher. Você ouve a
força do seu desempenho vocal e se pergunta por que os produtores
optaram por mexer em sua voz no final dos anos 90 e início dos anos
2000. Ela certamente não precisa de qualquer ajuda para sustentar uma
melodia." Para o álbum It's a Man's World (1995), ela optou por "baladas fumegantes e calorosas, epopéias com temática do Velho Oeste e influências R&B [...] para capitalizar com o fenômeno R&B/pop de meados dos anos 90". Ela não fez uso do vibrato,
uma característica marcante em seus trabalhos anteriores, e cantou em
registros mais elevados, revelando "cores vibrantes e previamente
inexploradas de sua voz", além de um "falsete surpreendentemente cheio de alma" na canção "One by One".Seu álbum Believe (1998) é, de acordo com a revista Billboard, "sabiamente direcionado ao seu ávido público europeu, com várias faixas rápidas e açucaradas que incorporam ao mesmo tempo o funk mais lento que as rádios americanas adotam regularmente"A faixa-título contou com manipulações eletrônicas nos vocais,
sugeridas por Cher, que deixaram sua voz "robotizada, como se saísse de
uma máquina". O efeito, chamado Auto-Tune, ficou conhecido como "Cher effect", foi imitado por inúmeros artistas e, mais tarde, recebeu crédito por "ter revolucionado a forma de se fazer música". Seu álbum seguinte, Living Proof
(2001), produziu faixas com batidas eletrônicas pesadas e letras sobre
mágoa, solidão e sobrevivência. Para Kerry L. Smith, do Allmusic,
"canções sobre força e perseverança não são nenhuma anomalia para uma
mulher que conseguiu manter uma carreira que já dura quatro décadas;
[...] Mas o álbum perde seu brilho cada vez que o auto-tuner entra em ação, contorcendo a voz profunda e sexy da cantora em algum tipo de dialeto robô eletrônico enlatado."
Cher foi elogiada por seus esforços como compositora, particularmente no álbum Not.com.mercial
(2000), o único trabalho de sua carreira composto quase inteiramente
por ela mesma. Jose F. Promis, do Allmusic, disse que "o álbum traz uma
sensação de cantautor
dos anos 70. [...] As canções variam seu ritmo de lento para médio e
têm letras bastante envolventes, provando a aptidão de Cher no papel de
contadora de histórias." Outra composição sua, "My Song", escrita para seu álbum Take Me Home
(1979) em parceria com o músico Mark Hudson e que fala sobre seu
relacionamento com Gregg Allman, foi descrita por Keith Tuber, da Orange Coast Magazine,
como "psicologicamente reveladora". Ele completa que, "apesar de
algumas partes da letra serem forçadas e não naturais, sua honestidade e
o sentimento posto nela mais do que compensam. [...] Comovente, triste,
trágica, verdadeira. E lindamente gravada." Vocalmente, Cher é conhecida por seu timbre grave, descrito como "volumoso", "escuro", "rouco" e "gutural" e classificado como contralto. Ela possui uma extensão vocal de 3,5 oitavas (ver ao lado). Para o jornalista Robert Fontenot, "Cher possuía uma das melhores e mais raras vozes de seu tempo". Ann Powers, do The New York Times, descreveu sua voz como "de rock
por excelência: impura, peculiar, um bom veículo para projetar
personalidade" e enfatizou que "mesmo as manipulações de computador que
ela sofre em 'Believe' não a fazem soar como a voz de qualquer outra
pessoa."
Cher, vista aqui em cena de um esquete do The Sonny and Cher Show, é reconhecida como a primeira mulher a mostrar o umbigo na televisão
Cher apareceu 13 vezes na capa da revista People. Ela figurou duas vezes na lista anual das "25 pessoas mais intrigantes" publicada pela revista, em 1975 e 1987. Ela também foi destaque na lista das "100 maiores estrelas de cinema do nosso tempo" compilada pela publicação. Em 1992, o museu Madame Tussauds a considerou uma das cinco mulheres mais bonitas da história.Em 1999, ela recebeu o Legend Award no World Music Awards por sua "contribuição para a indústria musical ao longo da vida". Em 2001, a revista Biography, da rede de televisão A&E, a classificou como a terceira atriz favorita de Hollywood de todos os tempos, atrás de dois de seus ídolos, Audrey Hepburn e Katharine Hepburn.
Em 2002, ela foi homenageada com o Artist Achievement Award pelo
Billboard Music Awards por "ter ajudado a redefinir a música popular com
enorme sucesso nas paradas da Billboard".Em 2010, ela foi incluída na 44ª posição na lista das "75 maiores mulheres de todos os tempos" publicada pela revista Esquire. Cher vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo mundo.
Esta marca torna-se única considerando-se que a cantora estrelou dois
programas de variedades bem-sucedidos na televisão, o que permitiu,
segundo Keith Tuber, da Orange Coast Magazine, "que as pessoas pudessem vê-la e ouvi-la sem ter que comprar seus álbuns."
Desde a década de 1960, Cher foi uma criadora de tendências de moda,
popularizando os cabelos lisos e longos, as calças boca-de-sino (que são
muitas vezes citadas como uma criação sua) e a barriga exposta. Ela começou a trabalhar como modelo em 1967 para o fotógrafo Richard Avedon, após ser descoberta pela então diretora da revista Vogue, Diana Vreeland. Cher foi cinco vezes capa da Vogue, entre 1972 e 1975. Através de seus programas de televisão na década de 1970, ela se tornou um símbolo sexual e desafiou a censura
com seus vestidos e conjuntos ousados, usualmente desenhados por Bob
Mackie. Ela é reconhecida como a primeira mulher a mostrar o umbigo na
história da televisão. De acordo com a escritora Sheila Whiteley, "a influência de Mackie e Cher foi responsável pelo sucesso do jeans de cós baixo que mostrava a barriga nos anos 70." O Los Angeles Times
escreveu que "eles não fazem mais ícones de estilo como Cher. Desde o
início de sua carreira, [...] ela entendeu que cultivar um visual era
tão importante quanto cultivar uma sonoridade. Ao contrário das estrelas
de hoje, ela não era um outdoor à venda pela melhor oferta. Ela era a boneca Barbie
do mundo, uma fantasia viva da moda [...] que frequentava
simultaneamente as listas dos mais bem e mal vestidos. Ame-a ou odeie-a,
ela sempre nos mantém interessados." Seu videoclipe de "Hell on Wheels" (1979) mantém a distinção de ser um dos primeiros vídeos rock a ser produzido no padrão da MTV, antes mesmo de sua existência. Em 1989, ela embarcou no navio USS Missouri (BB-63), da Marinha dos Estados Unidos,
vestindo apenas uma meia arrastão para o videoclipe de "If I Could Turn
Back Time", que foi o primeiro a ser banido pela MTV na história (sua
popularidade cresceu após a censura, o que fez com que o canal
concordasse em exibi-lo a partir das 9 horas da noite).
Alguns dos figurinos usados por Cher na Living Proof: The Farewell Tour
O senso de estilo ultrajante de Cher tem sido celebrado e ao mesmo
tempo renegado ao longo dos anos. Em maio de 1999, após ela ter sido
homenageada pelo Council of Fashion Designers of America com um prêmio especial por sua influência na moda, o Los Angeles Times
publicou que "ao invés de ser retratada nos livros de história como uma
das mais importantes vítimas do mundo da moda, o tempo a transformou em
uma visionária. Estilistas influentes têm evocado seu nome como uma
fonte de inspiração e orientação [citando, entre outros nomes, Tom Ford, Anna Sui e Dolce & Gabbana]
por dar o tom adequado ao miserável excesso contemporâneo. O penteado
que é sua marca registrada – cabeleira lisa e reta partida ao meio – foi
um dos poucos estilos nostálgicos a dar o salto das passarelas para
Hollywood e para as ruas da cidade. [...] Sua personalidade de showgirl sensual nativo-americana agora parece resumir a corrida da indústria da moda para comemorar os adornos, a etnia e o apelo sexual."
Whiteley escreveu que "apesar de Cher ter se tornado um dos maiores
ícones americanos da década de 1990, sua imagem extravagante continua a
atrair tanta ou mais atenção do que sua capacidade como cantora,
reforçando o fato de que uma boa voz (e seus vocais poderosos são
significativos em termos de entrega) é menos importante no cenário pop
do que o seu muitas vezes duvidoso senso de moda." O figurino "preto,
parecido com uma aranha, aberto no tronco e acompanhado de um cocar de
penas" que ela usou no Oscar de 1986 foi descrito por ele como "um dos
mais chocantes na história da moda". Ela também é conhecida por suas
perucas. De acordo com Whiteley, "no encarte do álbum Living Proof (2001), seu estilo varia entre cachos castanhos de boneca de pano, loiro Brünhild e muitos tons de branco, cinza e preto."
Cher como destaque na capa de 17 de março de 1975 da revista Time, fotografada por Richard Avedon. O vestido é uma criação do estilista Bob Mackie
O sucesso duradouro de Cher em várias áreas do entretenimento a fez ser apelidada de "Deusa do Pop".
O escritor Alan Jackson escreveu: "Esqueça Madonna. Em uma cultura
moldada pela nossa própria inconstância e déficit de atenção, Cher é um
fenômeno. Modas vêm e vão [...], mas ela resiste. Hippie-chick, extravagância de Vegas, cod-metal, baladas poderosas? Ela esteve lá, fez tudo isso e muito mais." Para a jornalista Lucy O'Brien, "Cher adere ao Sonho Americano da auto-reinvenção: 'Envelhecer não significa tornar-se obsoleto'". Ela também escreveu, em seu livro She Bop II: The Definitive History of Women in Rock, Pop and Soul,
que "a rainha das garotas roqueiras dos anos 80 só poderia ser Cher.
[...] Com seus cabelos em cascata, sua tatuagem no traseiro, meias
arrastão e romances bem divulgados com jovens heróis do heavy metal [...], era como se ela estivesse interpretando o papel de estrela do rock." O escritor Craig Crawford escreveu, em seu livro The Politics of Life: 25 Rules for Survival in a Brutal and Manipulative World,
que "Cher [...] é um modelo de gestão de carreira flexível. [...]
Embora ela tenha cultivado de maneira competente a imagem de uma rebelde
que não se importa com o que os outros acham, suas muitas e variadas
vitórias na carreira foram, na verdade, baseadas na constante reinvenção
de sua imagem de acordo com o que as pessoas pensam. [...] Ela seguiu
cuidadosamente as demandas do mercado cultural, anunciando cada
reviravolta dramática de estilo como outro exemplo de rebeldia – uma
situação que permitiu a ela fazer mudanças calculadas ao mesmo tempo em
que parecia ser consistente."
Whiteley afirmou que "ela exerce um forte apelo que não se limita aos
seus fãs mais antigos. Embora isso possa ser atribuído em partes a um marketing bem-sucedido, [...] a capacidade de Cher para projetar sua juventude [...] é fundamental para manter seu status de 'cantora/atriz/ícone da indestrutibilidade'."
O trabalho de Cher influenciou artistas de várias áreas do entretenimento, incluindo Beyoncé, Boney M, Britney Spears, Captain & Tennille,Carpenters, Céline Dion, Chrissie Hynde, Christina Aguilera, Drew Barrymore, Eros Ramazzotti,Eurythmics, Jennifer Lopez, Lady Gaga,Madonna, Marilyn McCoo & Billy Davis, Jr. e Meat Loaf. Ela inspirou e foi mencionada nas canções "Chance to Advance" (D12), "Did It On'em" (Nicki Minaj), "Hammerhead" (David Bowie), "Lullaby" (Shawn Mullins), "Redneck" (Jerry Lee Lewis), "Rockstar" (Nickelback),"She Don't Use Jelly" (Flaming Lips), "Snow Queen" (Elton John) e "Stuck in the Moment" (Justin Bieber).
Tatuagens
A tatuagem de borboleta com desenho floral nas nádegas é uma das mais famosas de Cher
Cher se tornou conhecida por suas tatuagens antes de elas se tornarem uma tendência de moda entre as mulheres. Segundo o site
Vanishing Tattoo, "Cher foi uma das primeiras celebridades a abraçar
aberta e entusiasticamente as tatuagens e a arte corporal e, com seu
ultrajante senso de estilo e moda, desempenhou um papel fundamental na
aceitação das tatuagens na cultura popular mainstream." Ainda segundo o site, "sua influência pode ser vista nas primeiras supermodelos que tiveram tatuagens".Entre suas tatuagens estiveram uma grande borboleta com desenho floral
em suas nádegas, um colar em seu braço esquerdo com três amuletos pendurados: o símbolo egípcio ankh, uma cruz e um coração; um kanji em seu ombro direito, um pequeno grupo de cristais no estilo da art déco em seu braço direito, uma orquídea negra no lado direito da sua virilha e um crisântemo em seu tornozelo esquerdo.
No final da década de 1990, Cher passou a fazer tratamentos para remover algumas de suas tatuagens. O processo continuou em andamento na década de 2000. "Quando eu me tatuei," ela disse, "apenas meninas más faziam isso: eu e Janis Joplin
e garotas motoqueiras. Agora isso não significa nada. Ninguém fica
surpreso. Eu fiz uma tatuagem assim que deixei Sonny [Bono] e me senti
realmente independente. Esse era o meu emblema."
Cirurgias plásticas
Cher (direita), vista aqui ao lado de Farrah Fawcett
em 1976, foi acusada de substituir seu visual "forte" e "étnico" por
uma versão mais "delicada" e "convencional" da beleza feminina
A aparência de Cher tem sido objeto de intensas discussões, tanto por
parte do público quanto por parte da imprensa. Grant David McCracken
comentou, em seu livro Transformations: Identity Construction in Contemporary Culture, que ela "tem sido chamada de 'garota-propaganda' da cirurgia plástica." O escritor também traçou um paralelo entre suas cirurgias plásticas
e as transformações em sua carreira: "Não há registro público de quando
[...] ela escolheu recorrer às cirurgias plásticas. Mas parece mais ou
menos coerente com o resto de sua mutante carreira. Sua cirurgia
plástica não é meramente estética. Ela é hiperbólica, extrema,
exagerada. Ela se envolveu em uma tecnologia transformacional que é
drástica e irreversível." De acordo com a autora do livro Up Against Foucault: Explorations of Some Tensions Between Foucault and Feminism,
Caroline Ramazanoglu, "suas operações substituiram pouco a pouco um
visual forte e decididamente 'étnico' por uma versão simétrica,
delicada, 'convencional' (isto é, anglo-saxônica)
e cada vez mais jovem da beleza feminina. Ela admite ter tido seus
seios 'feitos', seu nariz diminuído e seus dentes endireitados; dizem
que ela também teve uma costela removida, o bumbum remodelado e
implantes nas bochechas. [...] Sua imagem normalizada [...] agora serve
como um 'padrão' pelo qual outras mulheres irão medir, julgar,
disciplinar e 'corrigir' a si mesmas."
Cher nega a maioria dos rumores sobre suas cirurgias plásticas e
afirmou: "Eu tive as mesmas bochechas durante toda minha vida. Sem
plásticas no bumbum. Sem costelas removidas. [...] Se eu quiser colocar
meus peitos nas minhas costas, não vai ser da conta de ninguém se não da
minha."318
Vida pessoal
Trabalho humanitário
Os esforços filantrópicos de Cher incluem principalmente o apoio a
pesquisas de saúde para a melhoria da qualidade de vida de pacientes, a
defesa dos direitos de militaresveteranos,
o apoio a iniciativas de combate à pobreza e o auxílio a crianças
vulneráveis. Desde 1990, ela serve como doadora, presidente nacional e
porta-voz honorária da Children's Craniofacial Association, associação
que tem como objetivo capacitar e dar esperanças a crianças facialmente
desfiguradas e seus familiares. A associação promove anualmente o Cher's
Family Retreat, evento que provém a pacientes com problemas
crânio-faciais e seus familiares a oportunidade de interagir com outras
pessoas que tenham passado por experiências semelhantes.Ao longo dos anos, durante suas turnês, ela doou frequentemente
ingressos e passagens para os bastidores para famílias e grupos sem fins
lucrativos que beneficiam crianças e jovens com deformidades faciais.
Ela também apoia e promove a organização Get A-Head Charitable Trust,
que visa melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças na cabeça e
no pescoço. Em 1993, ela participou de um esforço humanitário na Armênia
(seu pai era um refugiado armeno-americano), levando comida e
suprimentos médicos para a região devastada pela guerra. Ela também tem
sua própria fundação, a Cher Charitable Foundation, que contribui com
recursos financeiros para instituições de caridade e causas que a
comovem.
Cher tem sido uma ativista vocal e defensora assídua dos soldados
americanos e dos veteranos que retornaram da zona de guerra. Ela doou
130 mil dólares para a Operation Helmet, organização que fornece kits de capacetes gratuitos para as tropas no Iraque e Afeganistão.
Ela também contribuiu para o Intrepid Fallen Heroes Fund, programa que
ajuda na reabilitação de militares gravemente feridos em operações de
guerra.Ela esteve engajada na construção de casas promovida pela organização
Habitat for Humanity, que tem como meta a eliminação de condições de
moradia inadequadas, e serviu como presidente nacional honorária da
iniciativa "Raise the Roof", que busca envolver artistas no trabalho da
organização. Ela também é doadora, arrecadadora de fundos e porta-voz
internacional da organização Keep a Child Alive, que visa acelerar as
ações para combater a AIDS, incluindo o fornecimento de medicamento anti-retroviral para crianças e suas famílias com HIV.
Mais recentemente, Cher esteve envolvida na construção de uma escola em Ukunda, no Quênia.
A Peace Village School fornece alimentação balanceada, assistência
médica, educação e atividades extracurriculares para mais de 300 órfãos e
crianças vulneráveis, com idades entre 2 e 13 anos. O apoio da
artista permitiu à escola adquirir terreno e construir moradias
permanentes, além de novas instalações. Em parceria com a Malaria No
More e outras organizações, ela também coordena um programa que busca
erradicar a mortalidade e morbidade por malária na comunidade.
Interesses políticos
Cher apoiou Hillary Clinton(imagem) em sua campanha presidencial
Cher é considerada uma democrata e participou de várias convenções e eventos do Partido Democrata, apesar de se dizer não registrada.Ao longo dos anos, ela se tornou conhecida por suas visões políticas, tendo sido uma crítica ferrenha do movimento conservador.Ela chegou a afirmar que "não entende como alguém pode querer se tornar um republicano", justificando que os oito anos sob a administração de George W. Bush "quase me mataram".Durante as eleições presidenciais de 2000, o siteABC News noticiou que ela estava determinada a "fazer o que for possível para mantê-lo [Bush] longe do cargo". Ela disse ao site:
"Se você é negro, mulher ou qualquer minoria neste país, o que o
motivaria a votar em um republicano? [...] Você não terá um único
direito sobrando." Sobre Bush, ela disse: "Eu não gosto de Bush. Eu não
confio nele. Eu não gosto de sua reputação. Ele é estúpido e
preguiçoso."
Em 27 de outubro de 2003, Cher ligou para um programa da emissora política de televisão a cabo
C-SPAN e contou sobre uma visita que fez a soldados mutilados no
hospital Walter Reed Army Medical Center, criticando a falta de
cobertura da mídia e atenção do governo aos militares feridos. Ela
também comentou que assiste ao canal todos os dias. Embora tenha se
identificado como uma "artista sem nome", ela foi reconhecida pelo
apresentador, que questionou seu apoio ao candidato presidencial
independente Ross Perot
em 1992. Ela disse: "Quando ouvi seu discurso, logo no início, achei
que ele poderia trazer algum tipo de abordagem de negócios [...] e menos
partidarismo, mas depois, claro, eu, como todo mundo, fiquei
completamente decepcionada por ele ter simplesmente desistido e fugido
sem que ninguém soubesse explicar exatamente o porquê."Em 2006, ela ligou novamente para a C-SPAN na semana do Memorial Day,
dessa vez representando a Operation Helmet, organização sem fins
lucrativos que fornece capacetes para prevenir lesões na cabeça dos
soldados em zona de guerra.Um mês depois, ela apareceu ao vivo no canal com o Dr. Bob Meaders, fundador da causa.No mesmo ano, ela explicou ao jornal americano Stars and Stripes seu posicionamento "contra a guerra do Iraque,
mas a favor das tropas": "Eu não sou obrigada a ser a favor desta
guerra para apoiar as tropas, porque estes homens e mulheres fazem o que
acham certo e o que lhes mandam fazer. [...] Eles fazem o melhor que
podem."
Cher apoiou Hillary Clinton em sua campanha presidencial: "Eu gosto de Hillary e acho que ela daria a melhor presidente. Considero Barack Obama
um homem bom, altruísta [... e] inteligente e acho que em algum momento
ele pode se tornar um grande líder. Só não acho que seja agora."Após Obama ganhar a nomeação democrata, ela apoiou sua candidatura em programas de televisão.No entanto, ela disse à revista Vanity Fair
em 2010 que ainda acha que Hillary teria feito um trabalho melhor,
embora aceite o fato de que Obama tenha herdado problemas
insuperáveis. Na entrevista, ela também se posicionou contra as políticas americanas Sarah Palin ("Quando ela chegou, eu pensei: 'Ah, droga, isto é o fim'. Porque uma mulher burra é uma mulher burra") e Jan Brewer, então governadora do Arizona,
que liderou a repressão à imigração no estado: "Ela é pior do que Sarah
Palin, se é que isso é possível. [...] Ela manipula os serviços do
Estado, mas eu não a deixaria manipular um controle remoto."
Satellite Award – Melhor canção original Dividido com Diane Warren (compositora) pela canção "You Haven't Seen the Last of Me"
Indicada — Critics' Choice Award – Melhor canção original Dividido com Diane Warren (compositora) pela canção "You Haven't Seen the Last of Me"
Indicada — World Soundtrack Award – Melhor canção original escrita diretamente para um filme Dividido com Diane Warren (compositora) pela canção "You Haven't Seen the Last of Me"
Globo de Ouro — Melhor atriz em televisão – comédia ou musical Empatado com Jean Stapleton por All in the Family
Indicada — Emmy Award – Melhor programa de variedades ou música (1972, 1973, 1974)
Indicada — Emmy Award – Melhor programa único de variedades ou música pelo episódio de 31 de janeiro de 1972